O benefício de aposentadoria por invalidez, pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sofrerá alterações após a reforma da Previdência.

O primeiro ponto será a mudança de nome, passando a se chamar de aposentadoria por incapacidade permanente. Além disso, mudanças também serão feitas no cálculo do benefício, que hoje considera 100% da média salarial do trabalhador. À partir de agora, a média será calculada com todas as remunerações do segurado em reais. Atualmente, há o descarte dos 20% menores valores. Só os 80% maiores entram no cálculo.

Depois, o INSS passará a considerar um percentual de 60% sobre essa média para quem tem até 20 anos de contribuição. O benefício só será maior se o segurado tiver mais do que 20 anos obrigatórios. A cada ano extra serão acrescentados 2%.

De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social, em abril, 28.290 aposentadorias por invalidez foram concedidas pelo INSS, das quais 16.534 (58,44%) para homens.

O boletim não detalha o tempo de contribuição dos segurados quando começaram a receber o benefício.

Por sua vez, os auxílios-doença mudam menos. A PEC da reforma não altera a regra de cálculo. Porém, segundo a secretaria de Previdência do Ministério da Economia, a média usada como base para o benefício também passa a considerar 100% das contribuições, e não mais 80%. O cálculo do auxílio é previsto em lei e segue igual.

A aposentadoria por incapacidade permanente será igual à 100% da nova média salarial quando tiver sido causada por acidente de trabalho, doença profissional e doença do trabalho

Adaptado de: MixVale