Ao longo da gestação, o corpo da mulher sofre várias mudanças que irão prepará-la para a chegada do bebê. Durante os nove meses, além das alterações psicológicas, o corpo também se adequa para gerar a vida.

Como as responsabilidades do dia a dia não podem ficar de lado, as gestantes devem conciliar gravidez com trabalho. De acordo com a CLT (Legislação Trabalhista), as funcionárias gestantes devem receber um tratamento diferenciado dos demais colaboradores.

Visando proteger e garantir o bem-estar de mãe e filho, a CLT, portanto, estabelece alguns direitos às grávidas como:

Transferência de função: Caso a gestante desempenhe uma função de risco, que ofereça perigos tanto para sua saúde quanto para a do bebê, ela tem direito a uma transferência para um cargo de menos periculosidade. Após o fim da licença-maternidade, a funcionária deve ter seu emprego original restituído.

Consultas médicas: Durante o pré-natal, a gestante tem o direito de se ausentar do trabalho por até seis vezes para realizar exames e consultas médicas. Sob hipótese alguma os superiores podem impedir a funcionária de faltar nessas ocasiões, entretanto, é obrigação da gestante apresentar um atestado médico que comprove o atendimento.

Licença maternidade: Período em que a mãe deve passar com o recém nascido, a licença maternidade –garantida por lei– é de 120 dias, ou quatro meses.

Ao longo da jornada de trabalho, a gestante também pode adotar algumas medidas visando aumentar seu bem-estar e qualidade de vida durante a gravidez.

Apesar de não haver riscos comprovados para mãe e filho, trabalhar muitas horas seguidas na frente do computador não é recomendável. O ideal é que a funcionária faça pausas a cada duas horas para esticar as pernas, estimular a circulação sanguínea e evitar inchaços nos membros inferiores.

Se a função envolve alguma tarefa repetitiva, como digitação, por exemplo, é importante reduzir esses movimentos recorrentes e intercalar o trabalho com pausas e variações, pois esforços repetitivos podem gerar lesões (LER) como a Síndrome do Túnel do Carpo (região do punho).

Portanto, para que os períodos pré e pós gestação sejam tranquilos e sem surpresas desagradáveis para empregador e funcionária, cabe a ambas as partes respeitarem o que determinam as Leis do Trabalho. Para saber sobre os direitos das gestantes no mercado de trabalho clique aqui e confira nossa matéria.

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Por Manoela Campos