Em primeiro lugar é preciso entender o que é Ergonomia. A palavra deriva do grego. “Ergon” significa trabalho e “nomos” significa leis. É a ciência que avalia as condições de trabalho. É a área que estabelece diretrizes para que os colaboradores estejam de acordo com as normas estabelecidas para cada atividade, regida pela NR17 – norma regulamentadora 17.

Na prática, o ergonomista – profissional que possui pós-graduação em ergonomia por universidade credenciada pelo Ministério da Educação, avalia se o ambiente de trabalho tem a luminosidade correta, temperatura ideal, acessos corretos e espaços físicos adequados. Verifica se o colaborador segue as pausas determinadas para cada atividade e se cumpre a jornada e seus intervalos. Durante a prática da atividade, estuda postura, posição de computadores, regulagem de cadeiras, utiliza equipamentos adequados, avalia pegas de insumos e pesos, analisa manuseios de produtos, entre outras avaliações que variam de acordo com cada atividade e ambiente. Os apontamentos do ergonomista devem ser aplicados pela empresa. É a garantia que o trabalhador vai estar em conformidade com a legislação, com o objetivo de oferecer segurança, conforto e maior eficiência.

Por essa razão, o eSocial passa a exigir da empresa, obrigatoriamente, as informações relativas aos riscos ergonômicos. É importante frisar que a aplicação ergonômica vai diminuir a probabilidade de acidentes de trabalho, evitar a ocorrência de lesões, atuará na prevenção de doenças ocupacionais, terá reflexos no ambiente de trabalho e irá diminuir consideravelmente as chances de afastamentos por motivos de saúde.

Portanto, cumprindo a lei, a empresa terá melhores resultados, aumento de produtividade e vai garantir aumento na qualidade de vida e no bem-estar dos colaboradores.